Estresse

stress-word-blurr

A palavra estresse é tão usada no nosso cotidiano que às vezes a utilizamos sem saber seu verdadeiro significado. Devemos primeiro entender que o estresse é um estado de tensão mental e físico que altera o funcionamento do corpo; funciona como um sistema de defesa, como quando nos deparamos em situações de perigo, é um alerta para nosso organismo o avisando que ele deve se preparar para reagir, seja correndo/fugindo ou lutando. Nestas situações o organismo produz adrenalina e noradrenalina, que causam aumento da frequência cardíaca, aumento da sudorese, tensão muscular, insônia e outros sintomas e estas substâncias devem ser eliminadas do organismo em algumas horas para que ele volte ao seu funcionamento normal. Esta é a primeira fase do estresse, chamada de fase de alerta, mas quando o causador do estresse permanece por mais que algumas horas, a pessoa entra na segunda fase, que é a de resistência, na qual o organismo é obrigado a se adaptar a sobreviver com o funcionamento alterado e o organismo não volta ao funcionamento normal, levando à sensação de desgaste físico e dificuldades com a memória. Se o organismo permanecer por muito tempo nessa fase ele enfraquece e se torna vulnerável a determinadas doenças, como herpes, aumento da pressão, gripe frequentes, tontura, redução da libido e tonturas. Caso o agente estressor continue presente, a pessoa pode atingir a fase de exaustão, nesta, é extremamente importante um tratamento especializado, pois aqui as reações do organismo podem levar à morte.

how-to-relieve-stress-in-daily-life-1

Mas e se o fator que causa o estresse é o trabalho por exemplo? O que fazer? E se a pessoa não tem a opção de procurar um novo emprego? E se a causa forem conflitos familiares? Enfim, quando não se pode eliminar o fator que causa o estresse, devemos evita-lo ou ameniza-lo. Mas como? O estresse pode ser controlado com a alimentação saudável e equilibrada, atividades de relaxamento, como a acupuntura, prática regular de atividades físicas e reestruturação cognitiva, que envolve a “troca” de pensamentos negativos por pensamentos positivos, já que  os pensamentos podem gerar sentimentos.

O Estresse na Medicina Chinesa

Na Medicina Chinesa, o estresse não surge de uma hora para outra, assim como outras doenças, ele é causado por várias experiências estressantes que levam ao desequilíbrio energético do organismo, o torna frágil e leva ao adoecimento. já que o funcionamento normal do corpo e da mente dependem  do equilíbrio.

O tratamento do estresse pela Acupuntura

Acupuntura

O objetivo da acupuntura não é tratar os sintomas decorrentes do estresse, mas sim diagnosticar e tratar as causas do mesmo. Várias pessoas que sofrem com o estresse podem apresentar sintomas diferentes, e, mesmo aquelas que apresentam os mesmos sintomas, tem causas diferentes, por isso o tratamento é feito de forma individualizada.  Deve-se avaliar se o estresse é causado pelo excesso ou pela falta de energia, dos sentimentos que são apresentados e o tipo de desequilíbrio. São avaliados os hábitos da pessoa, sua língua, seu pulso e também seus sintomas, alguns deles são:

  • Problemas de pele
  • Angústia/ansiedade
  • Hipertensão arterial
  • Insônia
  • Tonturas
  • Irritabilidade excessiva
  • Perda do senso de humor
  • Diarreia
  • Tensão muscular, entre outros.

Além de eliminar as causas do estresse e alívio dos sintomas, os benefícios da acupuntura também garantem melhora na saúde e bem-estar para o paciente. Em uma pesquisa realizada com 20 adultos com diagnóstico de estresse, foram realizadas 10 sessões de acupuntura sistêmica (em todo o corpo) e auricular (sementes em pontos na orelha), o resultado foi uma redução de 75% do nível de estresse em relação ao inicial, além da redução dos sintomas apresentados.

Enfim, a ciência vem a cada dia, provando como a acupuntura pode melhorar a qualidade de vida das pessoas sem causar efeitos colaterais ou indesejados.  Faça acupuntura por uma vida melhor!

45cc19a4d255f6fb39a29781a7126c621.jpg

O estudo citado no texto pode ser conferido em http://www.scielo.br/pdf/pcp/v32n1/v32n1a04.pdf

Por Rafaela Moura Santos