Acupuntura é eficaz contra ondas de calor na menopausa

Acupuntura

Nos mais de 2.500 anos que se passaram desde que a acupuntura foi usada pela primeira vez pelos antigos chineses, ela tem sido usada para tratar uma série de condições físicas, mentais e emocionais.

Isto inclui náuseas e vômitos, reabilitação de acidentes vasculares cerebrais, dores de cabeça, cólicas menstruais, asma, fibromialgia, artrose – apenas para citar algumas possibilidades.

Agora, uma análise de todos os estudos controlados e randomizados já feitos sobre o assunto indica que a acupuntura pode minimizar a gravidade e a frequência das ondas de calor das mulheres na menopausa.

Acupuntura contra ondas de calor

Embora os estudos individuais forneçam resultados inconsistentes sobre os efeitos da acupuntura em outros sintomas relacionados com a menopausa – como problemas de sono, distúrbios de humor e problemas sexuais – as conclusões são bem claras acerca dos impactos positivos tanto sobre a frequência quanto sobre a severidade das ondas de calor.

Foram incluídas na análise as mulheres que passaram pela menopausa natural com idade entre 40 e 60 anos. As terapias envolvidas incluem diferentes formas de acupuntura, incluindo acupuntura chinesa tradicional, acupressura, eletroacupuntura, acupuntura a laser e acupuntura auricular.

Curiosamente, nem o efeito da frequência das ondas de calor e nem a gravidade dessas ondas parecem estar relacionadas com o número de sessões ou a duração do tratamento.

Os resultados também mostraram que a acupuntura simulada – uma espécie de “placebo da acupuntura” – pode induzir um efeito comparável à da verdadeira acupuntura para a redução da frequência das ondas de calor, mas não quanto à sua gravidade, que só cedeu com o tratamento efetivo.

Após as sessões de acupuntura, os efeitos sobre as ondas de calor se mantiveram em média por três meses.

O estudo foi publicado na revista Menopausa, da Sociedade Norte-Americana de Menopausa (NAMS).

Noticia publicada em http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=acupuntura-diminui-ondas-calor-menopausa&id=9905

Células-tronco e acupuntura reabilitam cães paraplégicos

Jornal O Tempo publica noticia sobre como a acupuntura e celulas-tronco podem ajudar cães paraplégicos.
UFMG oferece procedimento que envolve a técnica milenar chinesa
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Superação. Com dedicação da dona, Maria da Conceição, o cãozinho Pepe conseguiu superar uma lesão na coluna e voltou a andar
PUBLICADO EM 23/05/14 – 03h00

A hérnia de disco é um transtorno que atormenta muitas pessoas. Mas a doença também acomete os cães e é uma das causas mais frequentes de paraplegia entre os peludos. Para buscar diminuir os impactos da doença, uma pesquisa realizada no Hospital de Cães e Gatos da Universidade de São Paulo (USP) tem sido bem-sucedida ao aplicar células-tronco e realizar sessões de acupuntura. Uma compressão ou um impacto na região ventral da medula espinhal pode fazer os cães perderem o movimento das patas traseiras e, em cerca de 90% dos casos, também o controle da bexiga, fazendo com que tenham retenção urinária.

O responsável pela pesquisa da USP é o veterinário César Prado, que faz o estudo como parte de seu mestrado. “Os animais passam por um procedimento cirúrgico para descompressão da medula espinhal, e as células-tronco são aplicadas diretamente na medula. Após uma semana, elas são aplicadas novamente, dessa vez, com uma injeção através da pele, mas também dentro da medula, na região afetada”, explica Prado.

Além disso, todos os animais passam por fisioterapia duas vezes por semana. Para os bichos que recebem acupuntura, são três sessões por semana no início do tratamento, diminuindo para duas e, então, para uma vez por semana. O tratamento completo tem duração de 12 semanas.

Resultados. Com o tratamento, o veterinário pretende obter melhoras neurológicas na condição da medula espinhal ou na liberação de substâncias que estimular a regeneração neurológica.

“A maior parte dos animais ainda está em tratamento, porém já pode ser observado o retorno ou melhora de algum reflexos espinhais, sinais de um provável formigamento em membros, melhora na incontinência urinária e recuperação de sensação dolorosa em algumas regiões da pele”, afirma.

Acupuntura. No Hospital Veterinário da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a professora Patrícia Maria Coletto Freitas faz aplicações da técnica milenar chinesa nos cães para o tratamento de hérnia de disco e de outras condições.

“Com a acupuntura, temos bons resultados na recuperação dos movimentos de contração da bexiga e de contração e relaxamento do canal urinário. A acupuntura também tem bons resultados nos casos de dor e, este ano, temos usado muito também para questões emocionais”.

Noticia disponível em http://www.otempo.com.br/interessa/células-tronco-e-acupuntura-reabilitam-cães-paraplégicos-1.850319

Acupuntura estimula o corpo em tratamento de diversas doenças

Noticia publicada no Jornal da Manha.

Karla Chebel destaca que na gestação a acupuntura alivia depressão, náuseas, azia, insônia e dores nas costas

Estudos vêm demonstrando resultados positivos da acupuntura no controle e tratamento de doenças. Isto porque a técnica, que trabalha com estímulos em determinadas regiões do corpo através da aplicação de agulhas especiais, obtém respostas que agem diretamente no sistema nervoso. As agulhas disparam impulsos que viajam pela rede nervosa até provocar reações no cérebro.

A fisioterapeuta estética Karla Chebel explica que esse mecanismo é imediato, pois, ao interferir diretamente no cérebro, obtém efeitos mais duradouros. “A técnica atua sobre a musculatura, ajudando-a a relaxar, e incita na medula a produção de substâncias que inibem a passagem dos impulsos dolorosos. No cérebro, a acupuntura induz à liberação de neurotransmissores com função analgésica e de bem-estar”, esclarece.

Recente experiência, realizada na Universidade Kyung Hee, na Coreia do Sul, com ratos que sofreram lesões na coluna vertebral, demonstra que os animais submetidos à acupuntura se recuperaram mais rapidamente e voltaram a andar mais cedo do que aqueles submetidos a outros tipos de tratamento. “Além disso, a acupuntura coibiu inflamações e impediu a destruição progressiva de células nervosas da coluna. É esse poder anti-inflamatório, aliás, que garante à terapia lugar de destaque no combate à asma e às mais diversas dores crônicas. Outra virtude da técnica é equilibrar as emoções, como a ansiedade e o desânimo, e reforçar o tratamento contra vícios. Ao modular a ação da dopamina, um neurotransmissor ligado ao prazer, o método ajuda a suprir a necessidade da droga. As agulhas auxiliam até mesmo a reduzir a compulsão por comida, sendo coadjuvante no tratamento da obesidade”, alerta Karla.

Na Inglaterra, segundo a fisioterapeuta estética, equipe da Universidade de York acaba de exibir, por meio de imagens de ressonância magnética, que uma espetada da fina agulha de acupuntura em um ponto da mão reduz a atividade de áreas do cérebro que regem a percepção da dor. “Durante a gestação, a acupuntura alivia a depressão e minimiza as náuseas, a azia, a insônia e as dores nas costas. Porém, a acupuntura é indicada a pessoas de todas as idades como tratamento complementar ou para o alívio de alergia, asma, dor de cabeça e nas costas, doenças das articulações, hipertensão, fibromialgia, dores musculares, gastrite e refluxo, síndrome do intestino irritável, constipação, tensão pré-menstrual e menopausa, endometriose, depressão e ansiedade, gravidez, sequelas de derrame, doenças da pele, insônia, distúrbios hormonais e efeitos colaterais da quimioterapia”, completa Karla Chebel.

Noticia disponível em http://www.jmonline.com.br/novo/?noticias,7,SAUDE,93908

A Potência da Acupuntura

Esta matéria foi publicada no site da Revista Istoé e é muito interessante, pois mostra as diversas faces da acupuntura.

Novas pesquisas comprovam a eficiência das agulhas em um conjunto de doenças muito maior do que se imaginava. Seus benefícios se estendem do tratamento de enfermidades como depressão e obesidade a tratamentos de beleza

Cilene Pereira (cilene@istoe.com.br) e Mônica Tarantino (monica@istoe.com.br) 

A acupuntura já se consagrou como método eficiente para aliviar dores. Agora, embasada por sólidas pesquisas científicas realizadas em todo o mundo, suas aplicações começam a se expandir. A prática é usada contra doenças como a depressão, na recuperação de sequelas de acidente vascular cerebral e até em procedimentos de beleza. O avanço do método, nascido na China, em terras ocidentais é consequência de algumas transformações ocorridas nos últimos anos. A primeira foi a demanda crescente por técnicas que melhoram a saúde sem a necessidade de se recorrer a remédios. A acupuntura se ajusta perfeitamente nesse quesito. A segunda deve-se ao fato de que a medicina finalmente encontrou meios de avaliar com mais refinamento científico o efeito das agulhas no organismo. Hoje, os cientistas estão recorrendo a testes moleculares e ao que há de mais avançado em tecnologia diagnóstica, como os exames de imagem (a exemplo da ressonância magnética funcional, que permite ver o cérebro em movimento), para obter respostas.

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As pesquisas se dividem em duas grandes áreas. Uma mensura o impacto da técnica no alívio dos desconfortos associados a diversas doenças. Outra elucida os mecanismos neurofisiológicos por meio dos quais a inserção das agulhas em pontos específicos promoveria os benefícios. “Dessa abordagem estão surgindo dados que descrevem como a técnica funciona, incentivando a ampliação das situações às quais ela comprovadamente se aplica”, diz o clínico-geral Alexandre Yoshizumi, presidente do Colégio Médico de Acupuntura de São Paulo. Ele participou de um estudo sobre dor lombar conduzido por Tatiana Hasegawa e orientado pelo médico Jamil Natour, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que foi publicado na prestigiosa revista científica “British Medical Journal”.

Respaldada nesses achados, a acupuntura se firma em áreas fora de sua terra natal, nas quais não se cogitava sua participação. Uma dessas atribuições mais originais é o auxílio na regulação do funcionamento do sistema cardiovascular. “Estamos começando a compreender como a prática age na hipertensão e reduz problemas como a isquemia do miocárdio”, explica John Longhurst, da Universidade da Califórnia (Eua). Ele assina uma revisão de estudos experimentais sobre a utilização da técnica no combate de enfermidades cardíacas.

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A isquemia consiste na diminuição do afluxo de sangue numa parte do organismo, ocasionando consequente redução de oxigênio e de nutrientes na região. No caso citado por Longhurst, a isquemia afetou o miocárdio, o músculo do coração. O que se sabe é que a acupuntura promove um aumento na liberação de hormônios com poder de excitar ou inibir o ritmo de trabalho do sistema nervoso central. Isso pode incentivar a melhor irrigação sanguínea dos tecidos.

Outra análise, empreendida por acadêmicos chineses, examinou quatro importantes trabalhos sobre a prática e a hipertensão. Verificou-se que a acupuntura atua como coadjuvante e reduz a pressão em pacientes que tomam anti-hipertensivos, mas que, com os remédios, não obtêm mais progressos. Se pela medicina chinesa o efeito surge do reequilíbrio das energias yin e yang, a ciência ocidental indica que as agulhas influem positivamente no sistema renina-angiotensina (importante na regulação da pressão) e modulam a atividade endócrina, diminuindo a produção das substâncias aldosterona e angiotensina II. Os dois mecanismos estão na base do processo da hipertensão.

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Um impacto também comprovado mais recentemente ocorreu na recuperação de pacientes com sequelas motoras e cognitivas após acidentes vasculares cerebrais (AVC). “O método é eficaz nesses casos”, diz o médico Wu Tu Hsing, diretor do Centro de Acupuntura do Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas de São Paulo (HC/SP). Hsing é responsável por um estudo publicado há pouco tempo sobre o tema. O médico selecionou 60 pacientes que haviam sofrido AVC e apresentavam dificuldade de movimento nas pernas. O grupo foi dividido em dois. Um recebeu a aplicação das agulhas. Outro foi submetido à acupuntura placebo (simula-se sua aplicação). A experiência durou dez semanas, com duas sessões semanais. “Os que foram tratados de verdade manifestaram melhora de 20% em relação aos outros”, informou o pesquisador. Hoje, o HC/SP – referência em pesquisa médica no País – oferece sessões do método para ajudar na recuperação de AVC. A rede de Reabilitação Lucy Montoro, em São Paulo, também utiliza a prática como recurso complementar aos tratamentos convencionais.

Há um esforço imenso para descobrir as reações por trás da recuperação motora e de outras capacidades funcionais prejudicadas por causa de um AVC ou de uma paralisia cerebral – outra condição para a qual a prática demonstra benefícios. Uma das equipes empenhadas em esclarecer essas dúvidas é a da Universidade Bastyr (Eua). Lá, os cientistas criaram agulhas feitas de um material especial para avaliar as respostas cerebrais decorrentes da eletroacupuntura. Derivada da acupuntura tradicional, a técnica consiste na aplicação de corrente elétrica através das agulhas inseridas em pontos do corpo. As tais agulhas permitem que os cientistas investiguem os efeitos das descargas elétricas sem que haja interferência dos campos magnéticos de aparelhos de imagem que mostram o cérebro em funcionamento. “Encontramos a ferramenta certa para investigar. Isso possibilitará avanços e um grande número de estudos”, disse a pesquisadora Leanna Standish, que coordena o trabalho.mi_2388092300375994

O aprimoramento das pesquisas ajudará a pautar o uso da técnica na terapia das doenças mentais. Por ora, o que se tem são estudos que constatam associação proveitosa contra a depressão, de forma complementar aos remédios. Pesquisadores da Universidade Southern, na China, por exemplo, compararam a eficácia da eletroacupuntura combinada a um antidepressivo com a da terapia feita apenas com remédio. “A acupuntura acelera o início do efeito terapêutico da medicação contra sintomas depressivos, ansiosos e do transtorno obsessivo compulsivo”, disse Yong Huang, líder da pesquisa. O estudo saiu na revista científica “Neural Regeneration Research”.

Outra experiência, feita na Universidade de York, na Inglaterra, constatou que a prática pode ser tão eficaz na contenção dos sintomas quanto o aconselhamento psicológico. A conclusão foi obtida após a análise de 755 pacientes com depressão moderada e severa. “As pessoas que têm depressão, que tentaram várias opções médicas e que não estão obtendo benefícios deveriam tentar a acupuntura ou o aconselhamento como opções de ajuda que se mostraram agora clinicamente efetivas”, afirmou Hugh ­MacPherson, coordenador do estudo.

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Um experimento singular na área de doenças psiquiátricas também chama a atenção. A técnica foi empregada de forma pioneira no tratamento da esquizofrenia, enfermidade que até hoje representa um grande desafio para a medicina. A descrição do caso foi feita por pesquisadores da Radboud University Nijmegen, na Holanda. Os cientistas incluíram sessões de acupuntura às intervenções terapêuticas indicadas a uma mulher de 63 anos com esquizofrenia crônica. Entre outros sintomas, ela sofria de dores físicas em consequência de uma alucinação persistente sobre um pássaro preto que a bicava sem parar. Ao final de três meses, ainda que as alucinações persistissem, a paciente se sentia menos perturbada e suas dores, curiosamente, haviam diminuído bastante. A qualidade do sono melhorou e viu-se que traços depressivos foram amenizados. Para a cientista Peggy Bosch, que conduziu o trabalho, os resultados obtidos sugerem que a acupuntura pode ser uma ferramenta adicional para tratar a enfermidade.

A curiosidade científica está levando a outras descobertas sobre o potencial da técnica. Exemplo disso é a pesquisa feita pelo imunologista Luis Ulloa, da New Jersey Medical School (Eua). Para conferir o poder anti-inflamatório da eletroacupuntura, ele aplicou a técnica em cobaias com sépsis, doença infecciosa grave que pode causar também uma intensa reação inflamatória – esta última, na verdade, responsável por boa parte das mortes causadas pela enfermidade. “Usamos a eletroacupuntura para ativar os nervos ciático e vago e a glândula adrenal, elevando a produção de dopamina pela adrenal”, disse à ISTOÉ o cientista Juan Manuel Rico, da equipe de Ulloa. “Estudos mais atuais mostram que essa glândula não funciona bem em grande parte dos pacientes com septicemia. Vimos também que, sem ela, os ratos não reagem à eletroacupuntura”, explica Juan Manuel. O resultado foi que, a partir da estimulação dos pontos, houve a inibição da produção de substâncias do grupo das citocinas que estão associadas à inflamação.mi_2388109063319648

Um fenômeno positivo igualmente surpreendente é o que se vê na área da medicina esportiva. “A prática dá ótimos resultados tanto para recuperar atletas como para aumentar a performance física”, assegura o clínico-geral Alexandre Yoshizumi, de São Paulo. Um levantamento feito por pesquisadores da Universidade Estadual de Londrina e do Centro Universitário de Maringá, ambos no Paraná, endossa a afirmação do médico. Após reunirem mais de 20 trabalhos científicos com atletas de diferentes modalidades, como ciclismo, handebol, basquete e velocistas de alto rendimento, os cientistas concluíram que a prática pode ser usada para aprimorar aspectos como velocidade, força de explosão, resistência e outras capacidades relacionadas ao desempenho esportivo. Os autores da revisão vão além. Eles defendem que um acupunturista desportivo já deveria estar presente nas equipes de alto rendimento, a fim de melhorar a performance final dos atletas.

Uma das explicações para esse tipo de efeito emergiu do trabalho feito pela pesquisadora japonesa Akiko Onda, da Escola de Ciências do Desporto da Universidade de Waseda, no Japão. Por quatro anos, ela estudou, em cobaias, os efeitos da acupuntura a nível molecular (na expressão dos genes) para conter a perda muscular. “Comprovamos que a técnica reduz a atrofia da musculatura esquelética, aquela que se liga aos ossos”, disse Akiko à ISTOÉ. De acordo com a pesquisadora, esse desfecho é consequência da ação das agulhas na expressão de genes associados a esse processo. O próximo passo será realizar o estudo em seres humanos.mi_23881194387283060

A exploração dos benefícios do método envolve também formas menos ortodoxas do que a conhecida introdução das agulhas. O ortopedista e acupunturista André Tsai, coordenador do curso de especialização em acupuntura da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, por exemplo, está utilizando fios cirúrgicos chamados CatGut (pronuncia-se catigu) para tratar a obesidade. A técnica está difundida nos Estados Unidos. “Insiro os fios, com a ajuda das agulhas, sob a pele, em pontos de acupuntura para ajudar no controle da ansiedade e do apetite”, diz Tsai. Como são feitos de material absorvível pelo organismo, não precisam ser retirados. “Os efeitos variam a cada paciente”, diz Tsai. “Evidentemente, o método não pode ser usado por pessoas que ainda não foram avaliadas por um médico para saber se apresentam doenças associadas ao excesso de peso”, ressalva.

A eficácia da prática contra o excesso de peso está evidenciada por várias pesquisas científicas. Entre elas, estão os resultados obtidos em um estudo publicado no jornal especializado “Acupuncture in Medicine”. No trabalho, foi constatado que a marcação de cinco pontos na orelha relacionados ao acúmulo de gordura (estariam vinculados à fome, ao estômago e ao sistema endocrinológico, entre outros) reduziu em 6% o Índice de Massa Corporal (IMC) de indivíduos com sobrepeso e obesos que participaram do experimento. Quando o estímulo foi aplicado em um único ponto (o da fome), a diminuição foi de 5,7%.

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Até áreas relegadas a segundo plano estão sendo revisitadas pelos médicos com formação em acupuntura. Na Universidade Federal de São Paulo, por exemplo, investigam-se os resultados do uso das agulhas para problemas estéticos como rugas faciais, flacidez nos braços, no pescoço, na parte interna da coxa, olheiras e cicatrizes de acne. Os ganhos são creditados à melhora da circulação sanguínea, da oxigenação e, acrescentando uma pitada de cultura chinesa, da energia vital circulante no local em consequência dos estímulos da eletroacupuntura. “Trabalhos realizados em nosso ambulatório confirmam clinicamente uma melhora na elasticidade. Indiretamente, isso mostra que ocorreu uma produção adequada de colágeno, embora isso não tenha ainda sido comprovado cientificamente”, relata a dermatologista Maria Assunta Nakano, responsável pelo Ambulatório de Acupuntura em Dermatologia do Setor de Medicina Chinesa da Unifesp. O colágeno é uma proteína fabricada pelo organismo e é responsável por dar sustentação à pele. A médica também adverte que só há benefício para rugas menos profundas.

A instituição paulista, que há três anos implantou um ambulatório de acupuntura voltado apenas para crianças, promete reforçar seu pioneirismo na área. “Em breve faremos estudos em humanos para analisar a eficácia das agulhas na prevenção de doenças em pessoas com graves problemas renais”, informa o médico Ysao Yamamura, introdutor do método na instituição.

 Fotos: João Castellano/Ag. Istoé, Pedro Dias, João Castellano –Ag. Istoé, Gabriel Chiarastelli; Rob Forman

Disponível em http://www.istoe.com.br/reportagens/358059_A+POTENCIA+DA+ACUPUNTURA

Acupuntura é a melhor opção para o tratamento da artrose

De acordo com a noticia publicada no site do jornal Diario do Litoral, a acupuntura é uma técnica da medicina chinesa com mais de dois mil anos de história, que além de proporcionar bem-estar, também pode ser usada nos tratamentos de diversos males e a artrose é um deles.

Os principais sintomas da doença são a limitação de movimentos e dor aguda, isso por que a cartilagem, estrutura com a função de reduzir o atrito entre os ossos, se desgasta. Segundo especialistas, este é um processo natural após os 28 anos, idade em que chegamos ao auge do desenvolvimento músculo-esquelético, e que se torna universal a partir dos 40.

“O uso de anti-inflamatórios e analgésicos são métodos eficazes, porém acupuntura consegue ir além. Após um longo período de utilização, os remédios farmacológicos começam a provocar efeitos colaterais, perdem o efeito ou tornam-se ineficazes e podem atacar o estômago. Com a acupuntura, nada disso acontece. Não existe efeito colateral para ela. Sendo assim, a utilização da técnica só trará benefícios”, explicou Dra. Renata Vieira, fisioterapeuta e especialista em Acupuntura da ACUS.

Com o ‘agulhamento’ em pontos específicos da pele e tecidos mais profundos, uma rede de canais do corpo são ativados e os sintomas amenizados. Uma pesquisa da Universidade de York, em Toronto (Canadá), comprovou a eficácia do método em mais de 150 ensaios clínicos, que contaram com mais de 9.700 pacientes.

A acupuntura é uma técnica da medicina chinesa com mais de dois mil anos de história (Foto: Divulgação)

A acupuntura é uma técnica da medicina chinesa com mais de dois mil anos de história (Foto: Divulgação)

Assim como estudos realizados na Inglaterra e Alemanha, em que pessoas que sofriam de artrose foram submetidas ao tratamento e constataram melhoras significativas em suas dores e mobilidade, reconquistando sua qualidade de vida.

Os benefícios são sentidos já na primeira sessão. Com efeito prologado, mais do que analgésicos, a diminuição da dor é evidente. Em casos mais graves, a acupuntura tem papel extremamente significativo para desinflamar a articulação, restituir a função do músculo e restabelecer os movimentos normais.

Fonte: http://www.diariodolitoral.com.br/conteudo/32026-acupuntura-e-a-melhor-opcao-para-o-tratamento-da-artrose

Acupuntura Auricular para emagrecer

Foi publicada no site hypescience uma boa notícia para quem quer emagrecer e não dispensa uma ajuda extra: em artigo publicado recentemente, pesquisadores da Universidade Kyung Hee (Coreia do Sul) mostraram que acupuntura auricular pode interferir positivamente no metabolismo e ajudar a pessoa a queimar mais calorias.

A equipe testou três métodos (com cinco agulhas, com uma agulha e com agulhas removidas logo em seguida– placebo) em 91 voluntários. Ao longo de oito semanas, seguiram uma dieta específica (mas que não era voltada para perda de peso) e passaram por sessões semanais. Nos tratamentos “verdadeiros”, as agulhas permaneciam inseridas em pontos específicos de uma orelha durante sete dias; depois, eram retiradas, e outras eram inseridas na outra orelha.

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Entre aqueles que passaram pelo tratamento com cinco agulhas, a perda de peso foi, em média, de 6,1% do total do peso do corpo; entre os que passaram pelo tratamento com uma agulha, a perda média foi de 5,7%; e, entre os demais (placebo), não houve perda significativa.

Além disso, houve uma redução na porcentagem de gordura corporal, mas apenas entre aqueles que fizeram o tratamento com cinco agulhas.

Os próprios autores reconhecem que o estudo é limitado, em especial por conta da escala relativamente pequena (do total de participantes, inclusive, 24 desistiram).

Contudo, considerando resultados de outras pesquisas sobre os efeitos da acupuntura, há motivos para apostar no tratamento como um aliado no combate à obesidade.

Materia disponível em http://hypescience.com/acupuntura-auricular-um-possivel-aliado-na-luta-para-perder-peso/

Por Rafaela Moura Santos