Acupuntura é eficaz contra ondas de calor na menopausa

Acupuntura

Nos mais de 2.500 anos que se passaram desde que a acupuntura foi usada pela primeira vez pelos antigos chineses, ela tem sido usada para tratar uma série de condições físicas, mentais e emocionais.

Isto inclui náuseas e vômitos, reabilitação de acidentes vasculares cerebrais, dores de cabeça, cólicas menstruais, asma, fibromialgia, artrose – apenas para citar algumas possibilidades.

Agora, uma análise de todos os estudos controlados e randomizados já feitos sobre o assunto indica que a acupuntura pode minimizar a gravidade e a frequência das ondas de calor das mulheres na menopausa.

Acupuntura contra ondas de calor

Embora os estudos individuais forneçam resultados inconsistentes sobre os efeitos da acupuntura em outros sintomas relacionados com a menopausa – como problemas de sono, distúrbios de humor e problemas sexuais – as conclusões são bem claras acerca dos impactos positivos tanto sobre a frequência quanto sobre a severidade das ondas de calor.

Foram incluídas na análise as mulheres que passaram pela menopausa natural com idade entre 40 e 60 anos. As terapias envolvidas incluem diferentes formas de acupuntura, incluindo acupuntura chinesa tradicional, acupressura, eletroacupuntura, acupuntura a laser e acupuntura auricular.

Curiosamente, nem o efeito da frequência das ondas de calor e nem a gravidade dessas ondas parecem estar relacionadas com o número de sessões ou a duração do tratamento.

Os resultados também mostraram que a acupuntura simulada – uma espécie de “placebo da acupuntura” – pode induzir um efeito comparável à da verdadeira acupuntura para a redução da frequência das ondas de calor, mas não quanto à sua gravidade, que só cedeu com o tratamento efetivo.

Após as sessões de acupuntura, os efeitos sobre as ondas de calor se mantiveram em média por três meses.

O estudo foi publicado na revista Menopausa, da Sociedade Norte-Americana de Menopausa (NAMS).

Noticia publicada em http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=acupuntura-diminui-ondas-calor-menopausa&id=9905

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Infertilidade

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Antes de realizarmos qualquer tratamento na Medicina Chinesa, devemos pensar que o corpo é uma unidade, que não tratamos suas partes, mas sim o indivíduo como um todo; não tratamos doenças, tratamos organismo desequilibrados. No caso da infertilidade não é diferente, em Medicina Chinesa, este problema envolve diversos órgãos e vísceras, já que todos eles são responsáveis por manter o equilíbrio energético e consequentemente nutrir e garantir o bom funcionamento dos órgãos reprodutivos.

Na mulher, o corpo deve ser equilibrado para que ela esteja preparada para manter a gravidez após a fecundação; e preparar-se para engravidar é entregar-se ao mistério da vida, maravilhoso, incontrolavel e de uma dimensão que transcende nosso pequeno ego.

Os principais órgãos envolvidos neste caso são o rim, o baço/pâncreas, fígado e coração, que abastecem o útero, o feto, a placenta, os ovários, as glândulas mamárias, os testículos e o pênis. Porém, a falta de nutrição não é a única causa da infertilidade, fatores como má alimentação (já que os alimentos são fonte de energia), maus hábitos e sedentarismo também podem influenciar, alem de doenças previas, como diabetes, obesidade, doenças sexualmente transmissíveis, entre outras.

Na medicina chinesa, a fecundação não é somente a união do espermatozóide e óvulo, existem outras energias e condições que precisam estar presentes, para possibilitar o desenvolvimento do SER. A energia que procede da mãe é fundamental, e a energia que procede do pai é secundária, mas o fundamental se sustenta no secundário. A menstruação e a fecundação dependem da essência e equilíbrio da energia do Rim, do sangue e do coração, já que o sangue e responsável pela nutrição do útero, ovário e trompas.

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O tratamento é realizado não só na mulher, em alguns casos, o casal pode ser tratado. No caso do homem a acupuntura melhora a motilidade dos espermatozoides e o psiquismo, já que as condições emocionais tem grande influencia no funcionamento do corpo.

MAS, quando procurar tratamento? Estudos clínicos mostram em casais que iniciam tentativas para engravidar que, um terço engravidam no primeiro mês, metade engravida em três meses, 80% engravida em seis meses e 90% já engravidaram ao fim de um ano de tentativas, portanto, se, depois de um ano é hora de procurar ajuda. Primeiro um médico ginecologista e exames devem ser realizados; a principio, deve ser detectado se ha alterações no homem ou na mulher, já que atribuímos sempre o problema as mulheres, mas devemos lembrar que um terço dos casos de infertilidade ocorre por problemas detectados tanto em homens quanto mulheres. Após os exames, o tratamento pode ser iniciado.

Na primeira consulta ao acupunturista, é realizada a avaliação energética, e, para cada caso, são escolhidos os pontos energéticos que irão atuar no organismo da mulher ou do homem. Nas mulheres, os problemas relacionados a infertilidade mais comuns que trabalhamos são a irregularidade menstrual,  diminuição da libido, cólicas menstruais, sangramentos menstruais de coloração anormal, corrimento vaginal, ausência ou diminuição de muco cervical, escapes menstruais, prolapso de útero, sintomas de TPM, endometriose, abortos de repetição, ansiedade, entre outros. Alem dos pontos localizados no corpo, o tratamento através dos pontos auriculares (auriculopuntura) também tem ótimos resultados e podem ser utilizados no tratamento; de acordo com o diagnostico energético, as mulheres recebem também orientações quanto as atividades diárias e alimentação que ajudarão a melhorar sua condição energética.

O tempo de tratamento varia para cada pessoa, mas, de acordo com o Medicina Tradicional Chinesa, não é o casal que escolhe o momento em que terá seu bebe, é o bebe que escolhe o momento em que virá, coordenando através de seu espirito a junção dos dois gametas. Por isso, mulheres, não se sintam no comando, fazemos parte da natureza e dos processos naturais e não podemos controlar tudo o que desejamos.

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Por Rafaela Moura Santos

TPM

A famosa e temida Tensão Pré-menstrual esta presente na vida de milhares de mulheres, e, frequentemente tem inicio após a ovulação. Como eu já disse no post sobre o ciclo menstrual, após a ovulação, entramos num período de introspecção, e começa então o descompasso. Nosso corpo pede um momento de calma e recolhimento e o que temos é uma superestimulação do córtex visual com imagens de televisão, computador, outdoors, recebendo de todos os lados informações que devem ser processadas. Alem disso, nosso organismo vem sendo carregado de agrotóxicos, hormônios, medicações e pílulas anticoncepcionais que devem ser metabolizados pelo fígado, que é o principal órgão que sofre com essa desarmonia. Todos esses excessos solicitam energia Yang do fígado, que o leva ao desequilíbrio e nos traz os sintomas da TPM, que incluem a depressão, irritabilidade, edema (inchaço), obstrução do peito, dores de cabeça, sensação de bola na garganta, angustia, aumento de peso e cansaço.

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Nestes dias em que nosso corpo não se mostra adequado as atividades e necessidades da vida externa, a energia é retida, e fica estagnada (parada), por isso nos sentimos mal.

Quando uma mulher permite que o recolhimento e a pausa ocorram, a TPM é sensivelmente menor, o que pode ser visto em períodos de ferias.

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Na Medicina Tradicional Chinesa, o tratamento da TPM tem como objetivo fazer com que a energia volte a circular, eliminando a estagnação, e drenar o excesso de líquidos, reduzindo edemas, dores e o mal estar. Alem da acupuntura, podem usadas as ervas chinesas e algumas recomendações, que são:

  • Repousar, escutar musica e meditar
  • Praticar atividades físicas suaves como caminhadas e ioga
  • Evitar relações sexuais neste periodo.

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Por Rafaela Moura Santos

O ciclo menstrual na Medicina Chinesa

Em chinês, menstruação chama-se Jue Jing, que significa ciclo da lua, já que, assim como o dela, nosso ciclo tem 28 dias e fases semelhantes.

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Como eu já disse no post anterior na página “Saúde da Mulher”, nossa vida é regida por um ciclo que se renova a cada dia. O ciclo menstrual não é diferente; ele obedece a uma lógica de alternância entre as energias Yin e Yang, o que explica nossos comportamentos e emoções diferenciadas em cada época do ciclo.

Assim como na medicina ocidental, a menstruação marca o inicio do ciclo; esta fase corresponde a transformação do Yang em Yin, onde houve máxima preparação para a recepção do embrião mas não houve fecundação. A menstruação é também chamada de Mar de Sangue em que seu fluxo depende do fluxo da energia, que se dirige para baixo.  Neste período, dores, sangramento excessivo ou escasso, coágulos ou qualquer outro tipo de alteração mostra desequilíbrios relacionados a energia ou ao sangue. A mulher deve resguadar-se ao máximo, evitando atividade física, relação sexual e alimentando-se bem neste período.

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Após a menstruação, o estrógeno (hormônio feminino considerado Yin) é liberado para que haja o aumento da espessura do endométrio (parede do útero) e preparar o novo ovulo que virá. Esta é a fase folicular, que dura até cerca de 14 do ciclo (incluindo os dias da menstruação) e tem características Yin, o que determina as baixas temperaturas do corpo.

Em seguida, ocorre a ovulação, o endométrio se encontra vascularizado e receptivo; nesta fase o estrógeno proporciona a liberação de muco que umidifica a vagina e proporciona alterações no pH para que os espermatozoides sobrevivam e consigam alcançar o ovulo. Neste momento, para que haja uma perfeita sincronia entre as energias, a mente deve estar clara, calma. Em outras palavras, para que haja a ovulação, precisamos do estimulo da hipófise e do hipotalamo, para isso, o cérebro teve ter seu funcionamento em sincronia com os órgãos reprodutivos. A acupuntura, nesta fase, visa desbloquear a energia estagnada para a liberação do ovócito e acalmar a mente.

Quando o ovócito é liberado, as temperaturas do corpo sobem, o hormônio predominante é a progesterona, se o ovulo for fecundado, o corpo da mulher entrara em uma fase de geração e crescimento e a mulher permanecerá em estado Yang por toda a gravidez, por isso as gestante relatam aumento do calor e sensação de plenitude durante toda a gestação. Nesta fase de “espera” pela fecundação (fase lutea) a energia predominante é a Yang, é o período em que temos a TPM, e, se as energias não estiverem equilibradas, podem surgir síndromes como a “Síndrome do Útero Frio”, na qual mulheres expostas a constante frio e umidade tem uma alteração do ciclo dificultando a gestação e causando cólicas intensas neste período pré-menstrual. Por isso, não devemos nos expor ao frio e a evitar ingestão de alimentos gelados e crus.

Em resumo, nosso ciclo passa pela fase mais Yin, que é após a menstruação, em que o recolhimento é importante, em seguida o Yang começa a aparecer com a preparação para um novo ovulo, até que o Yang prevalece, período conhecido como fértil e, se não fecundado, voltamos a fase Yin com a menstruação. O que quero que entendam é que temos momentos diferentes e devemos respeitar nosso corpo de acordo com suas necessidades em cada um deles.

Se você apresenta qualquer alteração no ciclo ou sofre de dores, cólicas, inchaço, estresse, ansiedade nesse período procure a acupuntura, uma forma natural de tratar corpo e mente.

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Por Rafaela Moura Santos

Mulher e suas energias

Esta pagina será dedicada a textos relacionados a saúde da mulher.

O objetivo deste texto é compreender como nosso estilo de vida afeta nossa energia e consequentemente causa desequilíbrios no nosso corpo. Por atender apenas mulheres, tenho me especializado mais nas desordens comuns a elas e este post é uma introdução dos assuntos que estão por vir.

Para compreender como somos afetadas, devemos ter, primeiro, uma noção da energia que nos compõe. Como já expliquei em outros posts, existem duas energias, Yin e Yang. A energia Yin é caracterizada pela noite, frio, terra, calma e pela lua; já a energia Yang é caracterizada pelo dia, calor, céu, atividade e pelo sol.

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Nas mulheres prevalece a energia Yin, caracterizada pelo repouso, acolhimento e passividade; é importante dizer que, na cultura chinesa antiga, passividade era um atributo que indicava maleabilidade e sabedoria, porém, este termo, hoje, adquiriu um status pejorativo, como algo próprio de alguém que não tem iniciativa, o que não podemos confundir. O yin é receptivo, que espera para ser fecundado, que segue um movimento de introspecção e recolhimento, por isso, ao contrario dos homens em que prevalece a energia Yang, somos menos agressivas e ativas e temos diferenças físicas, emocionais e psíquicas. Entre as diferenças físicas, devemos citar os órgãos reprodutivos, em que os ovários, útero e óvulos são representações da energia Yin.

O nosso corpo segue um ciclo revelado pelo ciclo menstrual e é influenciado por mudanças hormonais, gestação e amamentação. Devido a estes acontecimentos, temos sempre que nos adaptar ao nosso corpo independente de nossa agenda de compromissos, o que nos exige parecer bem em dias em que nosso corpo pede recolhimento, e para isso, mudamos nosso comportamento, forma e fisiologia.

Após a revolução sexual de 1970, a mulher passou a ocupar um espaço maior num lugar antes considerado masculino e competitivo e começar a ter uma vida mais atribulada e ativa, com características Yang.

Na Medicina Chinesa, o excesso de energia Yang consome a energia Yin, que faz parte de nossa constituição, isso significa que todo esse excesso de atividade física e mental desgastam nossa energia, causando desequilíbrios e doenças, principalmente relacionadas ao aparelho reprodutivo, como os problemas de infertilidade, endometriose, etc.

Gostaria de deixar claro que, nossa energia pede repouso, e devemos respeitar o nosso organismo sempre que possível. A compreensão de nossa energia é fundamental para todos aqueles que buscam uma vida mais balanceada e harmônica, respeitando nossa natureza interior.

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Por Rafaela Moura Santos