A Potência da Acupuntura

Esta matéria foi publicada no site da Revista Istoé e é muito interessante, pois mostra as diversas faces da acupuntura.

Novas pesquisas comprovam a eficiência das agulhas em um conjunto de doenças muito maior do que se imaginava. Seus benefícios se estendem do tratamento de enfermidades como depressão e obesidade a tratamentos de beleza

Cilene Pereira (cilene@istoe.com.br) e Mônica Tarantino (monica@istoe.com.br) 

A acupuntura já se consagrou como método eficiente para aliviar dores. Agora, embasada por sólidas pesquisas científicas realizadas em todo o mundo, suas aplicações começam a se expandir. A prática é usada contra doenças como a depressão, na recuperação de sequelas de acidente vascular cerebral e até em procedimentos de beleza. O avanço do método, nascido na China, em terras ocidentais é consequência de algumas transformações ocorridas nos últimos anos. A primeira foi a demanda crescente por técnicas que melhoram a saúde sem a necessidade de se recorrer a remédios. A acupuntura se ajusta perfeitamente nesse quesito. A segunda deve-se ao fato de que a medicina finalmente encontrou meios de avaliar com mais refinamento científico o efeito das agulhas no organismo. Hoje, os cientistas estão recorrendo a testes moleculares e ao que há de mais avançado em tecnologia diagnóstica, como os exames de imagem (a exemplo da ressonância magnética funcional, que permite ver o cérebro em movimento), para obter respostas.

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As pesquisas se dividem em duas grandes áreas. Uma mensura o impacto da técnica no alívio dos desconfortos associados a diversas doenças. Outra elucida os mecanismos neurofisiológicos por meio dos quais a inserção das agulhas em pontos específicos promoveria os benefícios. “Dessa abordagem estão surgindo dados que descrevem como a técnica funciona, incentivando a ampliação das situações às quais ela comprovadamente se aplica”, diz o clínico-geral Alexandre Yoshizumi, presidente do Colégio Médico de Acupuntura de São Paulo. Ele participou de um estudo sobre dor lombar conduzido por Tatiana Hasegawa e orientado pelo médico Jamil Natour, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que foi publicado na prestigiosa revista científica “British Medical Journal”.

Respaldada nesses achados, a acupuntura se firma em áreas fora de sua terra natal, nas quais não se cogitava sua participação. Uma dessas atribuições mais originais é o auxílio na regulação do funcionamento do sistema cardiovascular. “Estamos começando a compreender como a prática age na hipertensão e reduz problemas como a isquemia do miocárdio”, explica John Longhurst, da Universidade da Califórnia (Eua). Ele assina uma revisão de estudos experimentais sobre a utilização da técnica no combate de enfermidades cardíacas.

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A isquemia consiste na diminuição do afluxo de sangue numa parte do organismo, ocasionando consequente redução de oxigênio e de nutrientes na região. No caso citado por Longhurst, a isquemia afetou o miocárdio, o músculo do coração. O que se sabe é que a acupuntura promove um aumento na liberação de hormônios com poder de excitar ou inibir o ritmo de trabalho do sistema nervoso central. Isso pode incentivar a melhor irrigação sanguínea dos tecidos.

Outra análise, empreendida por acadêmicos chineses, examinou quatro importantes trabalhos sobre a prática e a hipertensão. Verificou-se que a acupuntura atua como coadjuvante e reduz a pressão em pacientes que tomam anti-hipertensivos, mas que, com os remédios, não obtêm mais progressos. Se pela medicina chinesa o efeito surge do reequilíbrio das energias yin e yang, a ciência ocidental indica que as agulhas influem positivamente no sistema renina-angiotensina (importante na regulação da pressão) e modulam a atividade endócrina, diminuindo a produção das substâncias aldosterona e angiotensina II. Os dois mecanismos estão na base do processo da hipertensão.

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Um impacto também comprovado mais recentemente ocorreu na recuperação de pacientes com sequelas motoras e cognitivas após acidentes vasculares cerebrais (AVC). “O método é eficaz nesses casos”, diz o médico Wu Tu Hsing, diretor do Centro de Acupuntura do Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas de São Paulo (HC/SP). Hsing é responsável por um estudo publicado há pouco tempo sobre o tema. O médico selecionou 60 pacientes que haviam sofrido AVC e apresentavam dificuldade de movimento nas pernas. O grupo foi dividido em dois. Um recebeu a aplicação das agulhas. Outro foi submetido à acupuntura placebo (simula-se sua aplicação). A experiência durou dez semanas, com duas sessões semanais. “Os que foram tratados de verdade manifestaram melhora de 20% em relação aos outros”, informou o pesquisador. Hoje, o HC/SP – referência em pesquisa médica no País – oferece sessões do método para ajudar na recuperação de AVC. A rede de Reabilitação Lucy Montoro, em São Paulo, também utiliza a prática como recurso complementar aos tratamentos convencionais.

Há um esforço imenso para descobrir as reações por trás da recuperação motora e de outras capacidades funcionais prejudicadas por causa de um AVC ou de uma paralisia cerebral – outra condição para a qual a prática demonstra benefícios. Uma das equipes empenhadas em esclarecer essas dúvidas é a da Universidade Bastyr (Eua). Lá, os cientistas criaram agulhas feitas de um material especial para avaliar as respostas cerebrais decorrentes da eletroacupuntura. Derivada da acupuntura tradicional, a técnica consiste na aplicação de corrente elétrica através das agulhas inseridas em pontos do corpo. As tais agulhas permitem que os cientistas investiguem os efeitos das descargas elétricas sem que haja interferência dos campos magnéticos de aparelhos de imagem que mostram o cérebro em funcionamento. “Encontramos a ferramenta certa para investigar. Isso possibilitará avanços e um grande número de estudos”, disse a pesquisadora Leanna Standish, que coordena o trabalho.mi_2388092300375994

O aprimoramento das pesquisas ajudará a pautar o uso da técnica na terapia das doenças mentais. Por ora, o que se tem são estudos que constatam associação proveitosa contra a depressão, de forma complementar aos remédios. Pesquisadores da Universidade Southern, na China, por exemplo, compararam a eficácia da eletroacupuntura combinada a um antidepressivo com a da terapia feita apenas com remédio. “A acupuntura acelera o início do efeito terapêutico da medicação contra sintomas depressivos, ansiosos e do transtorno obsessivo compulsivo”, disse Yong Huang, líder da pesquisa. O estudo saiu na revista científica “Neural Regeneration Research”.

Outra experiência, feita na Universidade de York, na Inglaterra, constatou que a prática pode ser tão eficaz na contenção dos sintomas quanto o aconselhamento psicológico. A conclusão foi obtida após a análise de 755 pacientes com depressão moderada e severa. “As pessoas que têm depressão, que tentaram várias opções médicas e que não estão obtendo benefícios deveriam tentar a acupuntura ou o aconselhamento como opções de ajuda que se mostraram agora clinicamente efetivas”, afirmou Hugh ­MacPherson, coordenador do estudo.

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Um experimento singular na área de doenças psiquiátricas também chama a atenção. A técnica foi empregada de forma pioneira no tratamento da esquizofrenia, enfermidade que até hoje representa um grande desafio para a medicina. A descrição do caso foi feita por pesquisadores da Radboud University Nijmegen, na Holanda. Os cientistas incluíram sessões de acupuntura às intervenções terapêuticas indicadas a uma mulher de 63 anos com esquizofrenia crônica. Entre outros sintomas, ela sofria de dores físicas em consequência de uma alucinação persistente sobre um pássaro preto que a bicava sem parar. Ao final de três meses, ainda que as alucinações persistissem, a paciente se sentia menos perturbada e suas dores, curiosamente, haviam diminuído bastante. A qualidade do sono melhorou e viu-se que traços depressivos foram amenizados. Para a cientista Peggy Bosch, que conduziu o trabalho, os resultados obtidos sugerem que a acupuntura pode ser uma ferramenta adicional para tratar a enfermidade.

A curiosidade científica está levando a outras descobertas sobre o potencial da técnica. Exemplo disso é a pesquisa feita pelo imunologista Luis Ulloa, da New Jersey Medical School (Eua). Para conferir o poder anti-inflamatório da eletroacupuntura, ele aplicou a técnica em cobaias com sépsis, doença infecciosa grave que pode causar também uma intensa reação inflamatória – esta última, na verdade, responsável por boa parte das mortes causadas pela enfermidade. “Usamos a eletroacupuntura para ativar os nervos ciático e vago e a glândula adrenal, elevando a produção de dopamina pela adrenal”, disse à ISTOÉ o cientista Juan Manuel Rico, da equipe de Ulloa. “Estudos mais atuais mostram que essa glândula não funciona bem em grande parte dos pacientes com septicemia. Vimos também que, sem ela, os ratos não reagem à eletroacupuntura”, explica Juan Manuel. O resultado foi que, a partir da estimulação dos pontos, houve a inibição da produção de substâncias do grupo das citocinas que estão associadas à inflamação.mi_2388109063319648

Um fenômeno positivo igualmente surpreendente é o que se vê na área da medicina esportiva. “A prática dá ótimos resultados tanto para recuperar atletas como para aumentar a performance física”, assegura o clínico-geral Alexandre Yoshizumi, de São Paulo. Um levantamento feito por pesquisadores da Universidade Estadual de Londrina e do Centro Universitário de Maringá, ambos no Paraná, endossa a afirmação do médico. Após reunirem mais de 20 trabalhos científicos com atletas de diferentes modalidades, como ciclismo, handebol, basquete e velocistas de alto rendimento, os cientistas concluíram que a prática pode ser usada para aprimorar aspectos como velocidade, força de explosão, resistência e outras capacidades relacionadas ao desempenho esportivo. Os autores da revisão vão além. Eles defendem que um acupunturista desportivo já deveria estar presente nas equipes de alto rendimento, a fim de melhorar a performance final dos atletas.

Uma das explicações para esse tipo de efeito emergiu do trabalho feito pela pesquisadora japonesa Akiko Onda, da Escola de Ciências do Desporto da Universidade de Waseda, no Japão. Por quatro anos, ela estudou, em cobaias, os efeitos da acupuntura a nível molecular (na expressão dos genes) para conter a perda muscular. “Comprovamos que a técnica reduz a atrofia da musculatura esquelética, aquela que se liga aos ossos”, disse Akiko à ISTOÉ. De acordo com a pesquisadora, esse desfecho é consequência da ação das agulhas na expressão de genes associados a esse processo. O próximo passo será realizar o estudo em seres humanos.mi_23881194387283060

A exploração dos benefícios do método envolve também formas menos ortodoxas do que a conhecida introdução das agulhas. O ortopedista e acupunturista André Tsai, coordenador do curso de especialização em acupuntura da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, por exemplo, está utilizando fios cirúrgicos chamados CatGut (pronuncia-se catigu) para tratar a obesidade. A técnica está difundida nos Estados Unidos. “Insiro os fios, com a ajuda das agulhas, sob a pele, em pontos de acupuntura para ajudar no controle da ansiedade e do apetite”, diz Tsai. Como são feitos de material absorvível pelo organismo, não precisam ser retirados. “Os efeitos variam a cada paciente”, diz Tsai. “Evidentemente, o método não pode ser usado por pessoas que ainda não foram avaliadas por um médico para saber se apresentam doenças associadas ao excesso de peso”, ressalva.

A eficácia da prática contra o excesso de peso está evidenciada por várias pesquisas científicas. Entre elas, estão os resultados obtidos em um estudo publicado no jornal especializado “Acupuncture in Medicine”. No trabalho, foi constatado que a marcação de cinco pontos na orelha relacionados ao acúmulo de gordura (estariam vinculados à fome, ao estômago e ao sistema endocrinológico, entre outros) reduziu em 6% o Índice de Massa Corporal (IMC) de indivíduos com sobrepeso e obesos que participaram do experimento. Quando o estímulo foi aplicado em um único ponto (o da fome), a diminuição foi de 5,7%.

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Até áreas relegadas a segundo plano estão sendo revisitadas pelos médicos com formação em acupuntura. Na Universidade Federal de São Paulo, por exemplo, investigam-se os resultados do uso das agulhas para problemas estéticos como rugas faciais, flacidez nos braços, no pescoço, na parte interna da coxa, olheiras e cicatrizes de acne. Os ganhos são creditados à melhora da circulação sanguínea, da oxigenação e, acrescentando uma pitada de cultura chinesa, da energia vital circulante no local em consequência dos estímulos da eletroacupuntura. “Trabalhos realizados em nosso ambulatório confirmam clinicamente uma melhora na elasticidade. Indiretamente, isso mostra que ocorreu uma produção adequada de colágeno, embora isso não tenha ainda sido comprovado cientificamente”, relata a dermatologista Maria Assunta Nakano, responsável pelo Ambulatório de Acupuntura em Dermatologia do Setor de Medicina Chinesa da Unifesp. O colágeno é uma proteína fabricada pelo organismo e é responsável por dar sustentação à pele. A médica também adverte que só há benefício para rugas menos profundas.

A instituição paulista, que há três anos implantou um ambulatório de acupuntura voltado apenas para crianças, promete reforçar seu pioneirismo na área. “Em breve faremos estudos em humanos para analisar a eficácia das agulhas na prevenção de doenças em pessoas com graves problemas renais”, informa o médico Ysao Yamamura, introdutor do método na instituição.

 Fotos: João Castellano/Ag. Istoé, Pedro Dias, João Castellano –Ag. Istoé, Gabriel Chiarastelli; Rob Forman

Disponível em http://www.istoe.com.br/reportagens/358059_A+POTENCIA+DA+ACUPUNTURA

Bruxismo noturno

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Você sabe o que e o bruxismo? Esse é um problema comum, afeta pelo menos 15% da população mundial. Entretanto, a maioria não sabe. É raro alguém perceber que range os dentes durante o sono sozinho, logicamente, porque está dormindo. Além disso, não tem muitas opções de tratamento e poucos resultados eficazes. Sua principal característica é o ranger dos dentes, principalmente durante o sono. O ranger provoca um desgaste nos dentes que pode afetar a integridade dos mesmos e comprometer a saúde bucal. Quem tem bruxismo apresenta dentes gastos, musculatura da boca dolorida, intensas dores de cabeça, pescoço, costas e ombros tensos. Além disto, pode apresentar queixas como ouvir zumbidos; dores perto do ouvido; dificuldade para mastigar, bocejar e abrir a boca; estalos na região do ouvido, quando força a abertura da boca; levando a um quadro conhecido como movimentos parafuncionais, ou simplesmente bruxismo.

São varias as causas do bruxismo, entre elas a ma oclusão dentaria e a tensão emocional. As opções de tratamentos convencionais são o uso de placas de silicone ou acrílico protetoras dos dentes, uso de aparelhos nos casos de ma oclusão e remédios para o alivio da dor. A maioria destas opções tratam os sintomas da doença, assim, a causa permanece no individuo. Por causa do bruxismo estar diretamente ligado as causas emocionais, a acupuntura se torna uma ótima opção de tratamento, já que é capaz de tratar nossas emoções, inclusive o estresse. A acupuntura alivia o estresse através do reequilíbrio energético de todos os sistemas orgânicos, incluindo os responsáveis por nossos sentimentos.

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Como o bruxismo está incluído entre os distúrbios do sono é recomendável que o tratamento incluía também a restauração do padrão fisiológico do sono, e normalização da atividade dos músculos da mastigação.

Para tratar o bruxismo primeiramente é necessário realizar a avaliação diagnóstica. Muito freqüentemente os canais do estômago, baço-pâncreas, fígado e intestino delgado estão em desarmonia. O foco principal está em dois órgãos: o fígado, relacionado às tensões, e a vesícula biliar, representando os tendões atingidos pela ATM (articulação temporomandibular).

Ao colocar as agulhas em pontos específicos o organismo libera em maior quantidade a serotonina, aliviando as dores causadas pela disfunção. A região de fluxo energético situada logo atrás da orelha é tratada da mesma maneira, eliminando assim a dor no pescoço. Por último, é trabalhada a região lateral do rosto, bem como a próxima ao nariz.

Em um artigo recente, a acupuntura foi capaz de melhorar o bruxismo em diversos pacientes que já haviam procurado outras formas de tratamento. Alem da dor local, os pacientes relataram a melhora de outros sintomas como as dores no pescoço, cabeça e ATM, melhora do sono, estresse e ansiedade e relaxamento muscular.

Para uma melhor qualidade de vida, experimente a acupuntura!!!

SAIBA MAIS!!!

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Por Rafaela Moura Santos

 

 

A celulite não é um privilégio só seu!

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Das magras às gordinhas, lá ela está instalada. 90% das mulheres carregam consigo a celulite, e quando ela aparece só tende a agravar.

A celulite é formada na camada mais profunda da pele, no tecido gorduroso entre a derme e os músculos, tecido esse formado de milhares de células gordurosas envolvidas por uma espécie de gel e banhadas pela corrente sanguínea. Ela é um processo não inflamatório das capas subepidérmicas, às vezes doloroso e que se manifesta em forma de nódulos ou placas de variada extensão e localização, mas principalmente nas coxas, culotes e nádegas, na forma de ondulações e furinhos.

A celulite em Medicina Chinesa

Os médicos chineses estabeleceram duas causas para o aparecimento da celulite: a estagnação e deficiência de energia. A primeira é a forma mais infiltrada e dolorosa, tende a piorar no período pré-menstrual, sendo que esta dor vem acompanhada de sintomas como edema das mamas, abdômen, mãos e tornozelos. Já a segunda é a forma flácida e acomete principalmente as pessoas idosas.

Como a celulite é formada

No início, as células de gordura aumentam em tamanho e depois em quantidade, isso faz com que as fibras elásticas se rompam e as de colágeno endureçam, então o líquido entre as células retem água e o organismo não drena bem as toxinas, facilitando o aparecimento do inchaço, então os vasos sanguíneos são comprimidos pelos nódulos de gordura e pelo inchaço, ocasionando a celulite.

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As causas da celulite

  • Má alimentação – dificulta o funcionamento dos órgãos que eliminam as toxinas
  • Vida sedentária – faz com que a circulação fique deficiente
  • Obesidade – as células de gordura aumentam e comprimem as veias comprometendo a drenagem de toxinas
  • Estresse – causa descontrole geral no corpo
  • Cigarro – Diminui a oxigenação das células
  • Roupas justas – Dificultam a circulação sanguínea
  • Remédio à base de cortisonas – causam desequilíbrios hormonais e facilitam o aparecimento da celulite.
  • Hereditariedade
  • Problemas circulatórios
  • Alterações hormonais

Como tratar a celulite com acupuntura

ELETROACUPUNTURA

É a utilização de estímulo elétrico acoplado às agulhas, tem ação anti-inflamatória no tecido adiposo que corrige as retenções hídricas, tem ação vasodilatadora (dilata os vasos sanguíneos) melhorando a circulação local e facilitando a eliminação das toxinas e dos produtos de degradação das gorduras, além disso, contrai as fibras do tecido conjuntivo e combate a flacidez.

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A eletroacupuntura é realizada na área afetada, porém o tratamento não se restringe a isto, são utilizados também pontos distantes da área que tem o objetivo de equilibrar o organismo melhorando o funcionamento dos órgãos e corrigindo as causas internas da celulite.

Após a avaliação, além do tratamento realizado no consultório, são realizadas também orientações quanto à alimentação e sobre o uso de óleos essenciais que auxiliam no combate à retenção de líquidos, como a essência de erva-doce, óleos para estimular a circulação e desintoxicar o sistema linfático, como a laranja, ou para balancear os hormônios, como a essência de camomila.

Antes e depois do tratamento por acupuntura:

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Por Rafaela Moura Santos

Estresse

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A palavra estresse é tão usada no nosso cotidiano que às vezes a utilizamos sem saber seu verdadeiro significado. Devemos primeiro entender que o estresse é um estado de tensão mental e físico que altera o funcionamento do corpo; funciona como um sistema de defesa, como quando nos deparamos em situações de perigo, é um alerta para nosso organismo o avisando que ele deve se preparar para reagir, seja correndo/fugindo ou lutando. Nestas situações o organismo produz adrenalina e noradrenalina, que causam aumento da frequência cardíaca, aumento da sudorese, tensão muscular, insônia e outros sintomas e estas substâncias devem ser eliminadas do organismo em algumas horas para que ele volte ao seu funcionamento normal. Esta é a primeira fase do estresse, chamada de fase de alerta, mas quando o causador do estresse permanece por mais que algumas horas, a pessoa entra na segunda fase, que é a de resistência, na qual o organismo é obrigado a se adaptar a sobreviver com o funcionamento alterado e o organismo não volta ao funcionamento normal, levando à sensação de desgaste físico e dificuldades com a memória. Se o organismo permanecer por muito tempo nessa fase ele enfraquece e se torna vulnerável a determinadas doenças, como herpes, aumento da pressão, gripe frequentes, tontura, redução da libido e tonturas. Caso o agente estressor continue presente, a pessoa pode atingir a fase de exaustão, nesta, é extremamente importante um tratamento especializado, pois aqui as reações do organismo podem levar à morte.

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Mas e se o fator que causa o estresse é o trabalho por exemplo? O que fazer? E se a pessoa não tem a opção de procurar um novo emprego? E se a causa forem conflitos familiares? Enfim, quando não se pode eliminar o fator que causa o estresse, devemos evita-lo ou ameniza-lo. Mas como? O estresse pode ser controlado com a alimentação saudável e equilibrada, atividades de relaxamento, como a acupuntura, prática regular de atividades físicas e reestruturação cognitiva, que envolve a “troca” de pensamentos negativos por pensamentos positivos, já que  os pensamentos podem gerar sentimentos.

O Estresse na Medicina Chinesa

Na Medicina Chinesa, o estresse não surge de uma hora para outra, assim como outras doenças, ele é causado por várias experiências estressantes que levam ao desequilíbrio energético do organismo, o torna frágil e leva ao adoecimento. já que o funcionamento normal do corpo e da mente dependem  do equilíbrio.

O tratamento do estresse pela Acupuntura

Acupuntura

O objetivo da acupuntura não é tratar os sintomas decorrentes do estresse, mas sim diagnosticar e tratar as causas do mesmo. Várias pessoas que sofrem com o estresse podem apresentar sintomas diferentes, e, mesmo aquelas que apresentam os mesmos sintomas, tem causas diferentes, por isso o tratamento é feito de forma individualizada.  Deve-se avaliar se o estresse é causado pelo excesso ou pela falta de energia, dos sentimentos que são apresentados e o tipo de desequilíbrio. São avaliados os hábitos da pessoa, sua língua, seu pulso e também seus sintomas, alguns deles são:

  • Problemas de pele
  • Angústia/ansiedade
  • Hipertensão arterial
  • Insônia
  • Tonturas
  • Irritabilidade excessiva
  • Perda do senso de humor
  • Diarreia
  • Tensão muscular, entre outros.

Além de eliminar as causas do estresse e alívio dos sintomas, os benefícios da acupuntura também garantem melhora na saúde e bem-estar para o paciente. Em uma pesquisa realizada com 20 adultos com diagnóstico de estresse, foram realizadas 10 sessões de acupuntura sistêmica (em todo o corpo) e auricular (sementes em pontos na orelha), o resultado foi uma redução de 75% do nível de estresse em relação ao inicial, além da redução dos sintomas apresentados.

Enfim, a ciência vem a cada dia, provando como a acupuntura pode melhorar a qualidade de vida das pessoas sem causar efeitos colaterais ou indesejados.  Faça acupuntura por uma vida melhor!

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O estudo citado no texto pode ser conferido em http://www.scielo.br/pdf/pcp/v32n1/v32n1a04.pdf

Por Rafaela Moura Santos