Células-tronco e acupuntura reabilitam cães paraplégicos

Jornal O Tempo publica noticia sobre como a acupuntura e celulas-tronco podem ajudar cães paraplégicos.
UFMG oferece procedimento que envolve a técnica milenar chinesa
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Superação. Com dedicação da dona, Maria da Conceição, o cãozinho Pepe conseguiu superar uma lesão na coluna e voltou a andar
PUBLICADO EM 23/05/14 – 03h00

A hérnia de disco é um transtorno que atormenta muitas pessoas. Mas a doença também acomete os cães e é uma das causas mais frequentes de paraplegia entre os peludos. Para buscar diminuir os impactos da doença, uma pesquisa realizada no Hospital de Cães e Gatos da Universidade de São Paulo (USP) tem sido bem-sucedida ao aplicar células-tronco e realizar sessões de acupuntura. Uma compressão ou um impacto na região ventral da medula espinhal pode fazer os cães perderem o movimento das patas traseiras e, em cerca de 90% dos casos, também o controle da bexiga, fazendo com que tenham retenção urinária.

O responsável pela pesquisa da USP é o veterinário César Prado, que faz o estudo como parte de seu mestrado. “Os animais passam por um procedimento cirúrgico para descompressão da medula espinhal, e as células-tronco são aplicadas diretamente na medula. Após uma semana, elas são aplicadas novamente, dessa vez, com uma injeção através da pele, mas também dentro da medula, na região afetada”, explica Prado.

Além disso, todos os animais passam por fisioterapia duas vezes por semana. Para os bichos que recebem acupuntura, são três sessões por semana no início do tratamento, diminuindo para duas e, então, para uma vez por semana. O tratamento completo tem duração de 12 semanas.

Resultados. Com o tratamento, o veterinário pretende obter melhoras neurológicas na condição da medula espinhal ou na liberação de substâncias que estimular a regeneração neurológica.

“A maior parte dos animais ainda está em tratamento, porém já pode ser observado o retorno ou melhora de algum reflexos espinhais, sinais de um provável formigamento em membros, melhora na incontinência urinária e recuperação de sensação dolorosa em algumas regiões da pele”, afirma.

Acupuntura. No Hospital Veterinário da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a professora Patrícia Maria Coletto Freitas faz aplicações da técnica milenar chinesa nos cães para o tratamento de hérnia de disco e de outras condições.

“Com a acupuntura, temos bons resultados na recuperação dos movimentos de contração da bexiga e de contração e relaxamento do canal urinário. A acupuntura também tem bons resultados nos casos de dor e, este ano, temos usado muito também para questões emocionais”.

Noticia disponível em http://www.otempo.com.br/interessa/células-tronco-e-acupuntura-reabilitam-cães-paraplégicos-1.850319

Acupuntura estimula o corpo em tratamento de diversas doenças

Noticia publicada no Jornal da Manha.

Karla Chebel destaca que na gestação a acupuntura alivia depressão, náuseas, azia, insônia e dores nas costas

Estudos vêm demonstrando resultados positivos da acupuntura no controle e tratamento de doenças. Isto porque a técnica, que trabalha com estímulos em determinadas regiões do corpo através da aplicação de agulhas especiais, obtém respostas que agem diretamente no sistema nervoso. As agulhas disparam impulsos que viajam pela rede nervosa até provocar reações no cérebro.

A fisioterapeuta estética Karla Chebel explica que esse mecanismo é imediato, pois, ao interferir diretamente no cérebro, obtém efeitos mais duradouros. “A técnica atua sobre a musculatura, ajudando-a a relaxar, e incita na medula a produção de substâncias que inibem a passagem dos impulsos dolorosos. No cérebro, a acupuntura induz à liberação de neurotransmissores com função analgésica e de bem-estar”, esclarece.

Recente experiência, realizada na Universidade Kyung Hee, na Coreia do Sul, com ratos que sofreram lesões na coluna vertebral, demonstra que os animais submetidos à acupuntura se recuperaram mais rapidamente e voltaram a andar mais cedo do que aqueles submetidos a outros tipos de tratamento. “Além disso, a acupuntura coibiu inflamações e impediu a destruição progressiva de células nervosas da coluna. É esse poder anti-inflamatório, aliás, que garante à terapia lugar de destaque no combate à asma e às mais diversas dores crônicas. Outra virtude da técnica é equilibrar as emoções, como a ansiedade e o desânimo, e reforçar o tratamento contra vícios. Ao modular a ação da dopamina, um neurotransmissor ligado ao prazer, o método ajuda a suprir a necessidade da droga. As agulhas auxiliam até mesmo a reduzir a compulsão por comida, sendo coadjuvante no tratamento da obesidade”, alerta Karla.

Na Inglaterra, segundo a fisioterapeuta estética, equipe da Universidade de York acaba de exibir, por meio de imagens de ressonância magnética, que uma espetada da fina agulha de acupuntura em um ponto da mão reduz a atividade de áreas do cérebro que regem a percepção da dor. “Durante a gestação, a acupuntura alivia a depressão e minimiza as náuseas, a azia, a insônia e as dores nas costas. Porém, a acupuntura é indicada a pessoas de todas as idades como tratamento complementar ou para o alívio de alergia, asma, dor de cabeça e nas costas, doenças das articulações, hipertensão, fibromialgia, dores musculares, gastrite e refluxo, síndrome do intestino irritável, constipação, tensão pré-menstrual e menopausa, endometriose, depressão e ansiedade, gravidez, sequelas de derrame, doenças da pele, insônia, distúrbios hormonais e efeitos colaterais da quimioterapia”, completa Karla Chebel.

Noticia disponível em http://www.jmonline.com.br/novo/?noticias,7,SAUDE,93908

A Potência da Acupuntura

Esta matéria foi publicada no site da Revista Istoé e é muito interessante, pois mostra as diversas faces da acupuntura.

Novas pesquisas comprovam a eficiência das agulhas em um conjunto de doenças muito maior do que se imaginava. Seus benefícios se estendem do tratamento de enfermidades como depressão e obesidade a tratamentos de beleza

Cilene Pereira (cilene@istoe.com.br) e Mônica Tarantino (monica@istoe.com.br) 

A acupuntura já se consagrou como método eficiente para aliviar dores. Agora, embasada por sólidas pesquisas científicas realizadas em todo o mundo, suas aplicações começam a se expandir. A prática é usada contra doenças como a depressão, na recuperação de sequelas de acidente vascular cerebral e até em procedimentos de beleza. O avanço do método, nascido na China, em terras ocidentais é consequência de algumas transformações ocorridas nos últimos anos. A primeira foi a demanda crescente por técnicas que melhoram a saúde sem a necessidade de se recorrer a remédios. A acupuntura se ajusta perfeitamente nesse quesito. A segunda deve-se ao fato de que a medicina finalmente encontrou meios de avaliar com mais refinamento científico o efeito das agulhas no organismo. Hoje, os cientistas estão recorrendo a testes moleculares e ao que há de mais avançado em tecnologia diagnóstica, como os exames de imagem (a exemplo da ressonância magnética funcional, que permite ver o cérebro em movimento), para obter respostas.

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As pesquisas se dividem em duas grandes áreas. Uma mensura o impacto da técnica no alívio dos desconfortos associados a diversas doenças. Outra elucida os mecanismos neurofisiológicos por meio dos quais a inserção das agulhas em pontos específicos promoveria os benefícios. “Dessa abordagem estão surgindo dados que descrevem como a técnica funciona, incentivando a ampliação das situações às quais ela comprovadamente se aplica”, diz o clínico-geral Alexandre Yoshizumi, presidente do Colégio Médico de Acupuntura de São Paulo. Ele participou de um estudo sobre dor lombar conduzido por Tatiana Hasegawa e orientado pelo médico Jamil Natour, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que foi publicado na prestigiosa revista científica “British Medical Journal”.

Respaldada nesses achados, a acupuntura se firma em áreas fora de sua terra natal, nas quais não se cogitava sua participação. Uma dessas atribuições mais originais é o auxílio na regulação do funcionamento do sistema cardiovascular. “Estamos começando a compreender como a prática age na hipertensão e reduz problemas como a isquemia do miocárdio”, explica John Longhurst, da Universidade da Califórnia (Eua). Ele assina uma revisão de estudos experimentais sobre a utilização da técnica no combate de enfermidades cardíacas.

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A isquemia consiste na diminuição do afluxo de sangue numa parte do organismo, ocasionando consequente redução de oxigênio e de nutrientes na região. No caso citado por Longhurst, a isquemia afetou o miocárdio, o músculo do coração. O que se sabe é que a acupuntura promove um aumento na liberação de hormônios com poder de excitar ou inibir o ritmo de trabalho do sistema nervoso central. Isso pode incentivar a melhor irrigação sanguínea dos tecidos.

Outra análise, empreendida por acadêmicos chineses, examinou quatro importantes trabalhos sobre a prática e a hipertensão. Verificou-se que a acupuntura atua como coadjuvante e reduz a pressão em pacientes que tomam anti-hipertensivos, mas que, com os remédios, não obtêm mais progressos. Se pela medicina chinesa o efeito surge do reequilíbrio das energias yin e yang, a ciência ocidental indica que as agulhas influem positivamente no sistema renina-angiotensina (importante na regulação da pressão) e modulam a atividade endócrina, diminuindo a produção das substâncias aldosterona e angiotensina II. Os dois mecanismos estão na base do processo da hipertensão.

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Um impacto também comprovado mais recentemente ocorreu na recuperação de pacientes com sequelas motoras e cognitivas após acidentes vasculares cerebrais (AVC). “O método é eficaz nesses casos”, diz o médico Wu Tu Hsing, diretor do Centro de Acupuntura do Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas de São Paulo (HC/SP). Hsing é responsável por um estudo publicado há pouco tempo sobre o tema. O médico selecionou 60 pacientes que haviam sofrido AVC e apresentavam dificuldade de movimento nas pernas. O grupo foi dividido em dois. Um recebeu a aplicação das agulhas. Outro foi submetido à acupuntura placebo (simula-se sua aplicação). A experiência durou dez semanas, com duas sessões semanais. “Os que foram tratados de verdade manifestaram melhora de 20% em relação aos outros”, informou o pesquisador. Hoje, o HC/SP – referência em pesquisa médica no País – oferece sessões do método para ajudar na recuperação de AVC. A rede de Reabilitação Lucy Montoro, em São Paulo, também utiliza a prática como recurso complementar aos tratamentos convencionais.

Há um esforço imenso para descobrir as reações por trás da recuperação motora e de outras capacidades funcionais prejudicadas por causa de um AVC ou de uma paralisia cerebral – outra condição para a qual a prática demonstra benefícios. Uma das equipes empenhadas em esclarecer essas dúvidas é a da Universidade Bastyr (Eua). Lá, os cientistas criaram agulhas feitas de um material especial para avaliar as respostas cerebrais decorrentes da eletroacupuntura. Derivada da acupuntura tradicional, a técnica consiste na aplicação de corrente elétrica através das agulhas inseridas em pontos do corpo. As tais agulhas permitem que os cientistas investiguem os efeitos das descargas elétricas sem que haja interferência dos campos magnéticos de aparelhos de imagem que mostram o cérebro em funcionamento. “Encontramos a ferramenta certa para investigar. Isso possibilitará avanços e um grande número de estudos”, disse a pesquisadora Leanna Standish, que coordena o trabalho.mi_2388092300375994

O aprimoramento das pesquisas ajudará a pautar o uso da técnica na terapia das doenças mentais. Por ora, o que se tem são estudos que constatam associação proveitosa contra a depressão, de forma complementar aos remédios. Pesquisadores da Universidade Southern, na China, por exemplo, compararam a eficácia da eletroacupuntura combinada a um antidepressivo com a da terapia feita apenas com remédio. “A acupuntura acelera o início do efeito terapêutico da medicação contra sintomas depressivos, ansiosos e do transtorno obsessivo compulsivo”, disse Yong Huang, líder da pesquisa. O estudo saiu na revista científica “Neural Regeneration Research”.

Outra experiência, feita na Universidade de York, na Inglaterra, constatou que a prática pode ser tão eficaz na contenção dos sintomas quanto o aconselhamento psicológico. A conclusão foi obtida após a análise de 755 pacientes com depressão moderada e severa. “As pessoas que têm depressão, que tentaram várias opções médicas e que não estão obtendo benefícios deveriam tentar a acupuntura ou o aconselhamento como opções de ajuda que se mostraram agora clinicamente efetivas”, afirmou Hugh ­MacPherson, coordenador do estudo.

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Um experimento singular na área de doenças psiquiátricas também chama a atenção. A técnica foi empregada de forma pioneira no tratamento da esquizofrenia, enfermidade que até hoje representa um grande desafio para a medicina. A descrição do caso foi feita por pesquisadores da Radboud University Nijmegen, na Holanda. Os cientistas incluíram sessões de acupuntura às intervenções terapêuticas indicadas a uma mulher de 63 anos com esquizofrenia crônica. Entre outros sintomas, ela sofria de dores físicas em consequência de uma alucinação persistente sobre um pássaro preto que a bicava sem parar. Ao final de três meses, ainda que as alucinações persistissem, a paciente se sentia menos perturbada e suas dores, curiosamente, haviam diminuído bastante. A qualidade do sono melhorou e viu-se que traços depressivos foram amenizados. Para a cientista Peggy Bosch, que conduziu o trabalho, os resultados obtidos sugerem que a acupuntura pode ser uma ferramenta adicional para tratar a enfermidade.

A curiosidade científica está levando a outras descobertas sobre o potencial da técnica. Exemplo disso é a pesquisa feita pelo imunologista Luis Ulloa, da New Jersey Medical School (Eua). Para conferir o poder anti-inflamatório da eletroacupuntura, ele aplicou a técnica em cobaias com sépsis, doença infecciosa grave que pode causar também uma intensa reação inflamatória – esta última, na verdade, responsável por boa parte das mortes causadas pela enfermidade. “Usamos a eletroacupuntura para ativar os nervos ciático e vago e a glândula adrenal, elevando a produção de dopamina pela adrenal”, disse à ISTOÉ o cientista Juan Manuel Rico, da equipe de Ulloa. “Estudos mais atuais mostram que essa glândula não funciona bem em grande parte dos pacientes com septicemia. Vimos também que, sem ela, os ratos não reagem à eletroacupuntura”, explica Juan Manuel. O resultado foi que, a partir da estimulação dos pontos, houve a inibição da produção de substâncias do grupo das citocinas que estão associadas à inflamação.mi_2388109063319648

Um fenômeno positivo igualmente surpreendente é o que se vê na área da medicina esportiva. “A prática dá ótimos resultados tanto para recuperar atletas como para aumentar a performance física”, assegura o clínico-geral Alexandre Yoshizumi, de São Paulo. Um levantamento feito por pesquisadores da Universidade Estadual de Londrina e do Centro Universitário de Maringá, ambos no Paraná, endossa a afirmação do médico. Após reunirem mais de 20 trabalhos científicos com atletas de diferentes modalidades, como ciclismo, handebol, basquete e velocistas de alto rendimento, os cientistas concluíram que a prática pode ser usada para aprimorar aspectos como velocidade, força de explosão, resistência e outras capacidades relacionadas ao desempenho esportivo. Os autores da revisão vão além. Eles defendem que um acupunturista desportivo já deveria estar presente nas equipes de alto rendimento, a fim de melhorar a performance final dos atletas.

Uma das explicações para esse tipo de efeito emergiu do trabalho feito pela pesquisadora japonesa Akiko Onda, da Escola de Ciências do Desporto da Universidade de Waseda, no Japão. Por quatro anos, ela estudou, em cobaias, os efeitos da acupuntura a nível molecular (na expressão dos genes) para conter a perda muscular. “Comprovamos que a técnica reduz a atrofia da musculatura esquelética, aquela que se liga aos ossos”, disse Akiko à ISTOÉ. De acordo com a pesquisadora, esse desfecho é consequência da ação das agulhas na expressão de genes associados a esse processo. O próximo passo será realizar o estudo em seres humanos.mi_23881194387283060

A exploração dos benefícios do método envolve também formas menos ortodoxas do que a conhecida introdução das agulhas. O ortopedista e acupunturista André Tsai, coordenador do curso de especialização em acupuntura da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, por exemplo, está utilizando fios cirúrgicos chamados CatGut (pronuncia-se catigu) para tratar a obesidade. A técnica está difundida nos Estados Unidos. “Insiro os fios, com a ajuda das agulhas, sob a pele, em pontos de acupuntura para ajudar no controle da ansiedade e do apetite”, diz Tsai. Como são feitos de material absorvível pelo organismo, não precisam ser retirados. “Os efeitos variam a cada paciente”, diz Tsai. “Evidentemente, o método não pode ser usado por pessoas que ainda não foram avaliadas por um médico para saber se apresentam doenças associadas ao excesso de peso”, ressalva.

A eficácia da prática contra o excesso de peso está evidenciada por várias pesquisas científicas. Entre elas, estão os resultados obtidos em um estudo publicado no jornal especializado “Acupuncture in Medicine”. No trabalho, foi constatado que a marcação de cinco pontos na orelha relacionados ao acúmulo de gordura (estariam vinculados à fome, ao estômago e ao sistema endocrinológico, entre outros) reduziu em 6% o Índice de Massa Corporal (IMC) de indivíduos com sobrepeso e obesos que participaram do experimento. Quando o estímulo foi aplicado em um único ponto (o da fome), a diminuição foi de 5,7%.

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Até áreas relegadas a segundo plano estão sendo revisitadas pelos médicos com formação em acupuntura. Na Universidade Federal de São Paulo, por exemplo, investigam-se os resultados do uso das agulhas para problemas estéticos como rugas faciais, flacidez nos braços, no pescoço, na parte interna da coxa, olheiras e cicatrizes de acne. Os ganhos são creditados à melhora da circulação sanguínea, da oxigenação e, acrescentando uma pitada de cultura chinesa, da energia vital circulante no local em consequência dos estímulos da eletroacupuntura. “Trabalhos realizados em nosso ambulatório confirmam clinicamente uma melhora na elasticidade. Indiretamente, isso mostra que ocorreu uma produção adequada de colágeno, embora isso não tenha ainda sido comprovado cientificamente”, relata a dermatologista Maria Assunta Nakano, responsável pelo Ambulatório de Acupuntura em Dermatologia do Setor de Medicina Chinesa da Unifesp. O colágeno é uma proteína fabricada pelo organismo e é responsável por dar sustentação à pele. A médica também adverte que só há benefício para rugas menos profundas.

A instituição paulista, que há três anos implantou um ambulatório de acupuntura voltado apenas para crianças, promete reforçar seu pioneirismo na área. “Em breve faremos estudos em humanos para analisar a eficácia das agulhas na prevenção de doenças em pessoas com graves problemas renais”, informa o médico Ysao Yamamura, introdutor do método na instituição.

 Fotos: João Castellano/Ag. Istoé, Pedro Dias, João Castellano –Ag. Istoé, Gabriel Chiarastelli; Rob Forman

Disponível em http://www.istoe.com.br/reportagens/358059_A+POTENCIA+DA+ACUPUNTURA

Acupuntura para uma aparência melhor

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Sobre os resultados da acupuntura na saúde e qualidade de vida das pessoas nós já falamos, não é mesmo? Apesar de ser uma técnica tradicional, a acupuntura vem se aliando à tecnologia, como a eletroestimulação, para melhorar também a nossa aparência. Como sempre digo, na Medicina Tradicional Chinesa, o indivíduo é visto e tratado como um todo; até mesmo nos casos de estética. Quando a energia encontra dificuldade para fluir, por causa de fatores como o estresse, as emoções e o sedentarismo, os nosso órgãos, vísceras e tecidos começam a apresentar problemas de funcionamento, refletindo em nossa aparência. A celulite, por exemplo, pode ser um sinal de que há algum problema com a energia do fígado. A acne, por sua vez, pode ser provocada por um distúrbio energético no baço e no pâncreas.

Mas como a acupuntura faz isso? Ela restaura a livre fluidez da energia, além de provocar um processo químico imediato que melhora a circulação sanguínea, estimula as trocas metabólicas e a oxigenação dos tecidos. As agulhas são colocadas em diversos pontos do corpo e também no local a ser tratado, nestes, são acoplados às agulhas eletroestimuladores que potencializam a ação das agulhas, sendo capazes de quebrar células de gordura. O procedimento favorece o transporte de líquidos orgânicos e nutrientes para a pele, fazendo com que ela fique menos suscetível a doenças dermatológicas, mais corada, macia, tonificada, elástica e firme, o que provoca, entre outras coisas, a diminuição das rugas finas e da flacidez. Além da celulite e gorduras localizadas, as marcas de expressão também são alvo do tratamento, as agulhas estimulam a formação e a organização das fibras de colágeno e elastina e equilibram a tensão da musculatura facial, que causa as indesejadas rugas!

No caso da celulite, a acupuntura melhora a circulação sanguínea e linfática, combatendo o aspecto de casca de laranja, estimula a vascularização e a formação de um novo tecido, o que entre outras coisas atenua as estrias, e promove a tonificação da musculatura, fazendo com que ela fique mais firme.

O tempo para ver os resultados do tratamento dependem da condição de cada pessoa, mas podem ser vistos na primeira sessão, e por serem cumulativos, de maneira natural, não provocam alterações na fisionomia que podem ser desencadeados por alguns tratamentos convencionais.

Além da aparência, os pontos da acupuntura também melhoram o estresse, ansiedade e a qualidade do sono, que geralmente são problemas relacionados às pessoas que procuram o tratamento. Além de tudo isso, o relaxamento também será garantido, trazendo a sensação de bem-estar e calma.

Resultados de alguns tratamentos:

Marcas de expressão

Marcas de expressão

 

Estrias

Estrias

 

Acne rosácea no couro cabeludo

Acne rosácea no couro cabeludo

 

Celulites

Celulites

 

Postado por Rafaela Moura Santos

 

 

Estresse

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A palavra estresse é tão usada no nosso cotidiano que às vezes a utilizamos sem saber seu verdadeiro significado. Devemos primeiro entender que o estresse é um estado de tensão mental e físico que altera o funcionamento do corpo; funciona como um sistema de defesa, como quando nos deparamos em situações de perigo, é um alerta para nosso organismo o avisando que ele deve se preparar para reagir, seja correndo/fugindo ou lutando. Nestas situações o organismo produz adrenalina e noradrenalina, que causam aumento da frequência cardíaca, aumento da sudorese, tensão muscular, insônia e outros sintomas e estas substâncias devem ser eliminadas do organismo em algumas horas para que ele volte ao seu funcionamento normal. Esta é a primeira fase do estresse, chamada de fase de alerta, mas quando o causador do estresse permanece por mais que algumas horas, a pessoa entra na segunda fase, que é a de resistência, na qual o organismo é obrigado a se adaptar a sobreviver com o funcionamento alterado e o organismo não volta ao funcionamento normal, levando à sensação de desgaste físico e dificuldades com a memória. Se o organismo permanecer por muito tempo nessa fase ele enfraquece e se torna vulnerável a determinadas doenças, como herpes, aumento da pressão, gripe frequentes, tontura, redução da libido e tonturas. Caso o agente estressor continue presente, a pessoa pode atingir a fase de exaustão, nesta, é extremamente importante um tratamento especializado, pois aqui as reações do organismo podem levar à morte.

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Mas e se o fator que causa o estresse é o trabalho por exemplo? O que fazer? E se a pessoa não tem a opção de procurar um novo emprego? E se a causa forem conflitos familiares? Enfim, quando não se pode eliminar o fator que causa o estresse, devemos evita-lo ou ameniza-lo. Mas como? O estresse pode ser controlado com a alimentação saudável e equilibrada, atividades de relaxamento, como a acupuntura, prática regular de atividades físicas e reestruturação cognitiva, que envolve a “troca” de pensamentos negativos por pensamentos positivos, já que  os pensamentos podem gerar sentimentos.

O Estresse na Medicina Chinesa

Na Medicina Chinesa, o estresse não surge de uma hora para outra, assim como outras doenças, ele é causado por várias experiências estressantes que levam ao desequilíbrio energético do organismo, o torna frágil e leva ao adoecimento. já que o funcionamento normal do corpo e da mente dependem  do equilíbrio.

O tratamento do estresse pela Acupuntura

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O objetivo da acupuntura não é tratar os sintomas decorrentes do estresse, mas sim diagnosticar e tratar as causas do mesmo. Várias pessoas que sofrem com o estresse podem apresentar sintomas diferentes, e, mesmo aquelas que apresentam os mesmos sintomas, tem causas diferentes, por isso o tratamento é feito de forma individualizada.  Deve-se avaliar se o estresse é causado pelo excesso ou pela falta de energia, dos sentimentos que são apresentados e o tipo de desequilíbrio. São avaliados os hábitos da pessoa, sua língua, seu pulso e também seus sintomas, alguns deles são:

  • Problemas de pele
  • Angústia/ansiedade
  • Hipertensão arterial
  • Insônia
  • Tonturas
  • Irritabilidade excessiva
  • Perda do senso de humor
  • Diarreia
  • Tensão muscular, entre outros.

Além de eliminar as causas do estresse e alívio dos sintomas, os benefícios da acupuntura também garantem melhora na saúde e bem-estar para o paciente. Em uma pesquisa realizada com 20 adultos com diagnóstico de estresse, foram realizadas 10 sessões de acupuntura sistêmica (em todo o corpo) e auricular (sementes em pontos na orelha), o resultado foi uma redução de 75% do nível de estresse em relação ao inicial, além da redução dos sintomas apresentados.

Enfim, a ciência vem a cada dia, provando como a acupuntura pode melhorar a qualidade de vida das pessoas sem causar efeitos colaterais ou indesejados.  Faça acupuntura por uma vida melhor!

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O estudo citado no texto pode ser conferido em http://www.scielo.br/pdf/pcp/v32n1/v32n1a04.pdf

Por Rafaela Moura Santos

Fibromialgia

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A fibromialgia é uma doença onde a principal característica é a dor muscular crônica, que pode ser acompanhada por rigidez, sensibilidade, fadiga e distúrbios do sono. A dor pode estar presente em diversos locais do corpo, sendo que os mais comuns são pescoço, costas, ombros, cintura pélvica, braços e pernas. Outros sintomas podem estar associados à fibromialgia, como:

  • Depressão
  • Adormecimento ou sensação de formigamento em mãos e pés
  • Dificuldade de concentração e memória debilitada
  • Mudanças de humor
  • Dor no peito
  • Bexiga e intestino irritáveis
  • Dor na face e na cabeça
  • Tontura
  • Ansiedade
  • Períodos menstruais dolorosos

As pessoas que sofrem de fibromialgia relatam dor uma dor profunda, em punhalada, aguda e com sensação de rigidez. O frio úmido, ansiedade, estresse, excesso ou falta de atividade física e falta de sono são fatores que podem piorar a dor.

A fadiga é um ponto muito importante quando se trata da fibromialgia, pois neste caso, ela deve ser entendida como mais do que estar cansado, é um esgotamento que interfere em atividades simples do dia-a-dia. Às vezes pode limitar não só as atividades físicas, mas também as mentais.

A maioria dos pacientes com fibromialgia acordam cansados mesmo que tenham dormido muito, isto acontece porque o distúrbio do sono associado à doença impede que a pessoa atinja o estágio de sono profundo, provocando, durante o sono, espasmos musculares (movimentos involuntários) nas pernas.

Na medicina ocidental, ainda não existe uma causa definida para a doença e nenhum exame laboratorial para diagnosticar a fibromialgia, dependendo, portanto, apenas dos relatos do paciente. De acordo com o Colégio Americano de Reumatologia, algumas regras para o diagnóstico é que dor esteja presente por pelo menos 3 meses e em 11 pontos do corpo, sendo que esta dor é anormalmente sensível ao toque suave e firme.

Pontos de dor

Pontos de dor

A Fibromialgia na Medicina Chinesa

Na Medicina Chinesa, a energia deve fluir pelo corpo por diversos canais, alguns deles são mais profundos e outros mais superficiais, estes se localizam no pequeno espaço entre a pele e os músculos. Este “espaço” é muito importante porque nele é onde circula nossa energia de defesa, que impede a entrada dos fatores causadores de doenças, é produzido o suor e também é onde os poros da pele são regulados. Quando a umidade “invade” este local, ela causa a sensação de dor e rigidez muscular, peso nos membros e fadiga. Como a energia está em movimento e os canais mais superficiais estão ligados aos mais profundos, ela leva o excesso de umidade para outros locais, podendo causar, por exemplo, a estagnação do sangue, que leva à dor intensa.

As causas da fibromialgia na Medicina Chinesa são:

  • Invasão de fatores externos como a umidade ou vento frios
  • Tensão emocional
  • Dieta irregular
  • Trabalho físico excessivo

Quando falamos de umidade, nos referimos ao ambiente muito úmido, permanecer com roupas molhadas ou até mesmo ao excesso de alimentos que levam ao acúmulo de umidade (laticínios por exemplo). O vento causa contração e dor e o frio intensifica a dor. O estresse emocional causado por raiva, culpa, vergonha, medo, preocupação, tristeza ou pesar causam a estagnação da energia afetando os músculos. Em relação à dieta, o excesso de alimentos gordurosos, frituras e laticínios causam o excesso de umidade e consequentemente a fibromialgia; além dos alimentos, os maus hábitos como comer irregularmente, com pressa, tarde da noite, saltar refeições ou comer enquanto trabalha também podem causar acúmulo de umidade no corpo. Já o excesso de trabalho físico faz com que a pessoa gaste sua energia mais que o necessário, enfraquecendo alguns órgãos e suas funções.

Como já foi dito em outras matérias, os diagnósticos na Medicina Chinesa se baseiam em desequilíbrios energéticos, seja por excesso ou falta de energia. No caso da fibromialgia, nos casos em que há excesso a dor é mais intensa, já nos casos de deficiência, a pessoa se sente mais cansada e sofre mais com problemas digestivos e tem pouco apetite.

O Tratamento

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A fibromialgia é um quadro crônico, que requer tempo e paciência no tratamento, que se baseia em eliminar os fatores patogênicos e equilibrar a energia, tonificando as energias enfraquecidas e diminuindo aquelas que estão em excesso. A escolha dos pontos se baseia em ramos: tratar os locais de dor, que variam a cada paciente ou em um mesmo paciente pode variar em diferentes sessões, já que a dor muda de lugar; nestes pontos, as agulhas causam o relaxamento muscular, que leva ao alívio da dor. tratar com pontos energéticos que estão distantes do local da dor para estimular o fluxo normal da energia e tratar as condições do paciente, harmonizando sua energia, principalmente a de defesa, que pode ser relacionada ao que conhecemos como imunidade. Além destes pontos, localizados pelo corpo, também utilizamos a acupuntura auricular e também algumas ervas medicinais. Há casos em que a moxa e as ventosas também são utilizadas.

Com o tratamento da acupuntura, não só a dor será melhorada, mas também as condições emocionais do paciente, dessa forma, ele terá melhores condições de se recuperar e consequentemente, melhor qualidade de vida.

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Por Rafaela Moura Santos

 

 

As emoções e as doenças

Todos os dias passamos por situações que nos levam a reagir de formas diferentes; às vezes sentimos alegria, em outras raiva, tristeza, ansiedade e preocupação ou até mesmo medo. Todas essas emoções são essenciais para que tenhamos o equilíbrio, porém, quando elas são muito intensas, prolongadas ou até mesmo reprimidas, podem causar doenças emocionais e físicas. Já perceberam que quando estamos ansiosos ou temerosos por algum acontecimento ficamos agitados, podem surgir dores de cabeça, diarreia e até mesmo a insônia? Essas alterações acontecem num período curto de tempo; a longo prazo, as alterações são mais graves e os sintomas também, porém, mais difíceis de serem percebidas. Um exemplo de doença causada pelas emoções é a depressão, ela pode ser iniciada por um excesso de tristeza e ansiedade, e mesmo sendo uma doença emocional tem prejuízos mentais e físicos, como perda da autoestima, despersonalização, distúrbios de percepção, insônia e perda de apetite. Outros exemplos são: Síndrome do pânico, ansiedade, obesidade, os vários tipos de vícios, enfim, são várias as doenças que podem ser desencadeadas pelas nossas emoções. Mas não se preocupe, isso não quer dizer que você não pode sentir tristeza ou raiva ou medo, pelo contrário, você deve senti-las, mas de forma equilibrada. Na sociedade em que vivemos, é impossível não passar por situações estressantes, mas devemos ter também momentos de relaxamento e descanso da mente.

E as pessoas que já sofrem com essas doenças, o que fazer? Ou, como evitar? A acupuntura é a forma mais natural e não agressiva ao organismo no tratamentos de doenças emocionais, pois ela regula o organismo para que ele possa reagir às situações do dia-a-dia de forma saudável, além disso, promove um relaxamento e um bem estar que acalmam o corpo e a mente, melhorando a qualidade de vida e  prevenindo várias doenças.

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Por Rafaela Moura Santos